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O que faz arrancar o prazo de dois dias

Checklist de faturação eletrónica: os sete elementos prontos antes de contarmos dois dias úteis até à primeira fatura de teste válida, e quem trata de cada um.

Traduzido do original em inglês

Índice8
  1. Porque é que o prazo conta a partir dos requisitos de arranque
  2. A checklist de faturação eletrónica, elemento a elemento
  3. O que acontece nos dois dias úteis
  4. Onde encaixam os sete elementos nos seis passos
  5. O que significam os elementos 3 e 4 em três rotas
  6. O que o prazo não cobre
  7. Quando falta um elemento
  8. Uma checklist para enviar à sua equipa

Em resumo

  • A primeira fatura de teste válida está prevista para dois dias úteis depois de estarem reunidos os sete elementos, não depois da assinatura.
  • A maioria dos elementos fica com a sua equipa. A integração da rota fica connosco.
  • A adesão, a autorização e o seu teste de aceitação seguem os seus próprios prazos.

O nosso objetivo é a primeira fatura de teste válida no prazo de dois dias úteis. Quem ouve isto pergunta quando começam a contar esses dois dias. A resposta honesta é: quando estão reunidos sete elementos. Esta checklist de faturação eletrónica reúne esses sete elementos. Enquanto não estiverem reunidos, ninguém pode prometer uma data, nem nós, porque o trabalho que leva tempo está à espera de algo que só a sua empresa pode fornecer.

Esta nota percorre os sete elementos: porque é que cada um importa, quem é responsável por ele e onde os projetos costumam parar. Assinale-os abaixo à medida que lê. O prazo começa a contar quando os sete estiverem assinalados.

O que faz arrancar o prazo de dois diasAssinale o que já está reunido.

0 / 7 reunidos. O prazo ainda não começou.

Porque é que o prazo conta a partir dos requisitos de arranque

Uma assinatura diz-nos que quer o trabalho feito. Não nos dá as faturas, o acesso nem as decisões de que o trabalho precisa. Se começássemos a contar no dia da assinatura, os dois dias passariam à espera de uma exportação ou de um acesso de teste, e o objetivo não significaria nada.

Por isso, o objetivo está ligado aos requisitos de arranque. São uma lista curta, igual para todas as rotas, e cada elemento tem um único responsável. Quando chega o último elemento, temos tudo aquilo de que precisamos para mapear, validar e enviar uma fatura de teste, e cumprir os dois dias úteis passa a depender de nós. No glossário, esta mesma lista chama-se «readiness package».

Isto também torna os atrasos fáceis de discutir. Se a fatura de teste se atrasar, a pergunta não é «quem está a demorar?», mas «que elemento falta e quem é responsável por ele?». Ambas as partes conseguem ver a resposta.

A checklist de faturação eletrónica, elemento a elemento

1. Um conjunto representativo de faturas

Precisamos de faturas reais do seu ERP que cubram todas as variantes do âmbito: faturas normais, notas de crédito e as menos habituais, como linhas com autoliquidação, faturas em moeda estrangeira ou faturas que referem uma encomenda. O mapeamento é construído a partir delas. Uma variante que nunca vemos é uma variante que não podemos testar.

Responsável: a sua equipa. A falha habitual: um conjunto que só tem os casos fáceis.

2. Acesso funcional à origem

Lemos os dados de faturação onde o seu ERP os produz. Pode ser um acesso funcional ao sistema de origem ou uma entrega estável: o mesmo ficheiro ou a mesma chamada de API todas as vezes, com dados de teste. Uma folha de cálculo feita à mão uma única vez não conta, porque a produção não vai ser assim.

Responsável: a sua equipa. A falha habitual: uma exportação que ainda muda de semana para semana.

3. Credenciais de teste, certificados e autorização do contribuinte, emitidos em seu nome

Cada rota tem a sua própria forma de dar entrada a uma empresa: um token, um certificado, uma autorização num portal fiscal, uma conta num ponto de acesso ou numa plataforma. São emitidos à sua empresa, em seu nome, na rota que escolheu.

Responsável: a sua equipa. A falha habitual: um pedido que ainda está pendente na plataforma.

4. A rota escolhida, com o respetivo ambiente de testes ativo

A rota é o caminho pelo qual a sua fatura chega ao comprador num país: Peppol, uma plataforma francesa, KSeF, RO e-⁠Factura, entre outras. A escolha é sua, e o ambiente de testes dessa rota tem de estar ativado para a sua empresa. Nós fazemos a ligação.

Responsável: a sua empresa escolhe, nós ligamos. A falha habitual: um ambiente de testes que existe no papel, mas ainda não está ativo.

5. Um responsável técnico do seu lado, disponível durante o período de trabalho

Alguém do seu lado tem de responder a perguntas enquanto trabalhamos: de onde vem um campo, porque é que um código tem aquele aspeto, se uma fatura de teste pode ser enviada. Dois dias úteis não sobrevivem a uma espera de três dias por uma resposta.

Responsável: a sua equipa. A falha habitual: um nome sem tempo reservado.

6. Decisões por escrito sobre códigos fiscais, isenções, dados de pagamento e identificadores

Algumas perguntas não são técnicas. Que categoria de IVA se aplica a esta linha? Que motivo de isenção vai naquela? Que identificador usamos para o vendedor e para o comprador? São decisões fiscais, e cabem à sua empresa e ao seu contabilista. Precisamos delas por escrito, para que o mapeamento siga as suas decisões e não as nossas suposições.

Responsável: a sua equipa, com o seu contabilista. A falha habitual: uma decisão tomada numa reunião e nunca passada a escrito.

7. Um URL de webhook para o estado devolvido

Cada rota responde de forma diferente. Convertemos cada resposta num único evento que o seu ERP consegue ler, mantendo ao lado o código próprio da rota. Para isso, precisamos de um destino para onde o enviar: um URL de webhook do seu lado, ou um acordo de que lê o estado através da API.

Responsável: a sua equipa. A falha habitual: um URL que ninguém do lado do ERP está ainda a escutar.

O que acontece nos dois dias úteis

Assim que chega o sétimo elemento, o trabalho segue uma ordem fixa. Construímos o mapeamento das suas faturas para a EN 16931 [1] e para o formato do país, verificamos cada variante face às regras oficiais e enviamos faturas através do ambiente de testes da rota. O estado volta para si da mesma forma que voltará em produção. Carregue em «Reproduzir» para acompanhar uma fatura do início ao fim.

Como circula uma fatura eletrónicaSelecione uma etapa para ver o que acontece nela.

O estado volta por webhook ou API: aceite, rejeitada com um código ou recusada pelo comprador.

Exportação do ERPDados do ERP

O seu ERP produz os dados da fatura: um relatório, um ficheiro ou uma chamada de API.

O que pode correr malFalta um campo na exportação, como o número de IVA do comprador.

O objetivo é a primeira fatura de teste válida dentro desses dois dias úteis. Uma fatura de teste válida é uma fatura que o ambiente de testes da rota aceita. É a primeira prova de que os seus dados, o nosso mapeamento e a rota estão de acordo entre si.

Onde encaixam os sete elementos nos seis passos

A lista dos requisitos de arranque não é um processo à parte. É a parte dos nossos seis passos que só a sua empresa pode iniciar. Eis como o trabalho se divide depois de assinado o âmbito:

PassoO que fazO que fazemos
DefinirTrazer o caso e os dados da entidadeVerificá-lo face à unidade-padrão
MapearDar acesso e faturas representativasConstruir a tabela de mapeamento
ValidarDecidir os códigos fiscais e os identificadoresExecutar os conjuntos de regras e corrigir o mapeamento
TestarObter as credenciais de testeEnviar, confirmar e mapear o estado
Entrar em produçãoRealizar o seu teste de aceitação e dar a aprovação finalAcompanhar as primeiras faturas em produção
MonitorizarCorrigir os dados na origem quando lhe for pedidoTriagem, correções no mapeamento e o relatório mensal

Os elementos 1, 2 e 6 alimentam os passos de mapeamento e validação. Os elementos 3, 4 e 7 alimentam o passo de teste. O elemento 5, o responsável técnico, mantém todos eles em andamento.

O que significam os elementos 3 e 4 em três rotas

As palavras da lista são as mesmas em todo o lado, mas o trabalho por trás delas depende da rota: um token do KSeF na Polónia [2], um Peppol ID na Bélgica, um registo numa Plateforme Agréée em França [3].

FiguraElementos 3 e 4 em três rotasAs mesmas duas linhas da lista e o que pedem em cada rota.
  • KSeFPL

    Elemento 3: acesso, emitido em seu nome
    Um token ou certificado KSeF com a permissão de emissão de faturas para o seu NIP
    Elemento 4: o ambiente de testes
    O ambiente de testes do KSeF
    Atenção a
    Um token sem a permissão InvoiceWrite não consegue abrir uma sessão de envio, por isso o KSeF nunca vê a fatura
  • PeppolBE

    Elemento 3: acesso, emitido em seu nome
    Uma conta num ponto de acesso certificado e o Peppol ID com que a sua empresa está registada
    Elemento 4: o ambiente de testes
    A configuração de testes do seu ponto de acesso
    Atenção a
    Sem o seu Peppol ID como endereço eletrónico do vendedor, uma regra Peppol rejeita a fatura
  • Plateforme AgrééeFR

    Elemento 3: acesso, emitido em seu nome
    O seu registo na plataforma, com o seu SIREN ativo no diretório nacional
    Elemento 4: o ambiente de testes
    O ambiente de testes da plataforma, separado da produção
    Atenção a
    Teste e produção são separados: estar configurado num não é estar configurado no outro

Duas das três falhas param um teste antes de qualquer comprador o ver. O KSeF não abre uma sessão de envio para um token sem a permissão InvoiceWrite [4], e na Peppol a regra PEPPOL-⁠EN16931-⁠R020 rejeita a fatura antes de ela sair [5]. É por isso que ambos os elementos estão na lista dos requisitos de arranque, antes de o prazo começar a contar, e não dentro dos dois dias úteis.

Em França, o diretório nacional funciona nos dois sentidos. Uma empresa que não escolheu uma plataforma de receção não consta dele, e as faturas dirigidas a essa empresa não podem ser entregues [6].

O que o prazo não cobre

Alguns passos ficam fora dos dois dias porque nenhuma das partes os controla. A figura mostra onde se situam ao lado do prazo.

FiguraOnde ficam os dois dias úteisO que conta para o prazo e o que corre ao lado.
Requisitos de arranqueAo seu ritmoOs dois dias úteisDentro do prazoDepois da primeira fatura de teste válidaCom a sua aprovação
A sua equipaOs sete elementos da listaResponde a perguntas durante o período de trabalhoTeste de aceitação e aprovação final
EurInvoiceLiga a rota que escolheuMapeia, valida e envia faturas de testeAcompanha as primeiras faturas em produção
  1. O prazo arranca: os sete elementos reunidos
  2. Primeira fatura de teste válida
Fora do prazo
  • Adesão à plataforma e KYC
  • Autorização do contribuinte para produção
  • Terceiros, como um fabricante de ERP que altera uma exportação
  • A adesão à plataforma e o KYC, que o ponto de acesso ou a plataforma conduz ao seu próprio ritmo.
  • A autorização do contribuinte para produção, que a administração fiscal concede.
  • O seu teste de aceitação, que a sua equipa realiza e aprova.
  • A disponibilidade de terceiros, como um fabricante de ERP que tem de alterar uma exportação.

Nenhum destes é motivo para esperar antes de começar os sete elementos. A maioria pode avançar em paralelo com os requisitos de arranque, e começá-los cedo é a melhor forma de manter curto o projeto inteiro.

Algum trabalho fica também fora da própria unidade-padrão. Mais entidades ou países, fluxos de entrada, e-⁠reporting, arquivo, trabalho na interface do ERP e taxas de plataforma são orçamentados à parte. Saber isto desde o início mantém o objetivo de dois dias centrado numa só coisa: a primeira fatura de teste válida.

Quando falta um elemento

Acontece na maioria dos projetos, e não faz mal. Quando falta um elemento, dizemos qual é, quem é responsável por ele e o que é preciso exatamente. O prazo espera. Não se perde nada além de tempo, e a lista dos requisitos de arranque mostra para onde vai esse tempo.

FluxogramaQuando falta um elemento
SeuNossoNãoSimUm elemento continua emaberto. Indicamos qual, oresponsável e o que é precisoDe quem é o elemento?A sua equipa fornece-oFechamo-lo e avisamosOs sete estão reunidos?O prazo arranca. Primeira faturade teste válida em dois dias úteis

Uma mensagem nossa sobre um elemento em falta é assim: «O elemento 3 continua em aberto. A plataforma ainda não ativou a sua conta de teste. Responsável: a sua equipa. Assim que estiver ativa, envie-nos o ID da conta e o prazo pode começar.» Curta, concreta e com um único responsável.

Se um elemento em falta acabar por estar do nosso lado, como a integração da rota, dizemo-lo da mesma forma. A lista aplica-se às duas partes, e é a mesma quer compre diretamente connosco, quer através do seu parceiro de ERP.

Uma checklist para enviar à sua equipa

Copie isto para um e-⁠mail dirigido a quem for responsável pelo lado do ERP:

  1. Um conjunto representativo de faturas anonimizadas, com todas as variantes do âmbito.
  2. Acesso à origem, ou uma entrega estável por ficheiro ou API com dados de teste.
  3. Credenciais de teste, certificados e autorização do contribuinte para a rota escolhida, emitidos em nome da sua empresa.
  4. A rota escolhida, com o respetivo ambiente de testes ativo.
  5. Um responsável técnico com tempo reservado durante o período de trabalho.
  6. Decisões por escrito sobre códigos fiscais, isenções, dados de pagamento e identificadores.
  7. Um URL de webhook para o estado devolvido.

Quando os sete estiverem prontos, avise-nos e os dois dias úteis começam a contar.

Perguntas

O prazo começa no dia em que assinamos?

Não. Começa quando os sete elementos estão reunidos, e a primeira fatura de teste válida está prevista para dois dias úteis depois.

Quem emite as credenciais de teste?

A plataforma ou a rede emite-as em nome da sua empresa. Se enviarmos por si, guardamo-las cifradas, nunca as voltamos a mostrar e pode revogá-las.

O que é que o prazo não cobre?

A adesão à plataforma e o KYC, a autorização do contribuinte, o seu teste de aceitação e a disponibilidade de terceiros.

Próximo passoVeja como decorre um caso, passo a passoComo funciona

Fontes

  1. Diretiva 2014/55/UE relativa à faturação eletrónica (EUR-Lex)eur-lex.europa.eu
  2. KSeF: apoio a integradores, ambientes de teste e Demo (Ministério das Finanças)ksef.podatki.gov.pl
  3. Facturation électronique et plateformes agréées (DGFiP)impots.gouv.fr
  4. API do KSeF 2.0: abrir uma sessão exige InvoiceWrite (Ministério das Finanças)api.ksef.mf.gov.pl
  5. Peppol BIS Billing 3.0, regra PEPPOL-EN16931-R020docs.peppol.eu
  6. Tout savoir sur la facturation électronique, FAQ: o diretório nacional (DGFiP)impots.gouv.fr

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